Arquétipos – 12 forças na jornada da vida

Será que temos consciência das forças que influenciam a nossa vida e como damos resposta às dificuldades e desafios que surgem?
E se pudéssemos apercebermo-nos destas forças e ganhar um conhecimento poderoso não só sobre nós, mas também sobre os outros?

Apresentando os Arquétipos na Jornada da Vida.

O conceito de Arquétipos como grandes influenciadores estruturantes da nossa psique é muito antigo e foi trabalhado por Carl Jung, o grande psicólogo e psicanalista que, tendo sido aluno de Freud, veio a divergir do seu mestre com propostas revolucionárias como esta: os Arquétipos residem no Inconsciente colectivo.

Podemos pensar no inconsciente colectivo como um enorme reservatório de informações e orientações que todos partilhamos, sendo cada um de nós um pequeno mar desse grande oceano.

Não há um número ou definição padronizada dos Arquétipos presentes na nossa psique.
O modelo que usamos nos cursos de Arquétipos da Academia Voar a Cores foi desenvolvido por Carol Pearson e cruza os arquétipos com o conceito da Jornada do Herói proposto por J. Campbell.

A jornada do herói é também uma espécie de arquétipo da nossa jornada de vida visto que cada um de nós é um sujeito activo numa complexa narrativa plena de desafios, conflitos, adversários, apoiantes, problemas e soluções.

Porque a maioria do nosso trabalho se centra na PNL, esta forma de olhar para os motores do comportamento humano traz uma perspectiva ‘fora da caixa’ para compreender o que é demasiado complexo para ser descrito por modelos lineares – a natureza humana e a sua história pessoal em cada um de nós.

Neste modelo, são doze os Arquétipos ou grandes orientações energéticas que nos ajudam no nosso desenvolvimento como seres humanos completos e funcionais.
Na perspectiva do desenvolvimento da psique, há três grandes etapas de definição do Eu: Ego, Alma e Self.
Na visão da jornada do herói, também há três grandes etapas: preparação, iniciação e retorno. Em muitas sociedades ditas primitivas, a entrada na idade adulta era precedida de um ritual de iniciação em que os jovens eram retirados às suas famílias e levados a passar por exigentes provas, após as quais regressariam transformados em membros de pleno direito da sua comunidade.

Quem nunca sentiu que era posto à prova na sua vida? E que muitas vezes esta prova era precedida de uma ‘chamada’ que frequentemente coincidia com uma ‘queda’ que questionava o padrão de vida que antes seguia? Na vida de cada um (que no seu todo pode ser vista como jornada do herói) existem de facto muitos ciclos de preparação, chamada ou queda e iniciação, exploração, conquista e retorno.

Sistematizamos os 12 Arquétipos em 3 etapas:

  1. Ego, com os arquétipos de Inocente, Órfão, Guerreiro e Cuidador
  2. Alma, com os arquétipos de Buscador, Criador, Destruidor e Amante
  3. Self, com os arquétipos de Rei, mago, Sábio e Bobo

Sucede que as três instâncias do ‘Eu’ estão sempre presentes, mas há uma premência em dispor muito cedo de um Ego funcional que suporte o foco da actividade consciente, enquanto  o desenvolvimento do Self (ou eu próprio) só se faz de uma forma completa numa fase mais tardia.

Podemos usar uma metáfora geométrica para pensar o Ego, Alma e Self. É como se o ego definisse a circunferência dos limites da nossa identidade, a alma tivesse a ver com encontrar o nosso centro e o self fosse o preenchimento do espaço, ou seja, do círculo.

São estes os doze Arquétipos na Jornada da Vida

  1. Inocente
    Dons – Fé e Curiosidade sem limites. Confiança na Vida e Esperança. Está na base da aprendizagem e da virtude.

Pergunta-te:
Sei quando é ou não é seguro confiar nos outros? Como posso aprender a confiar em mim? Como posso manter curiosidade e abertura de espírito com confiança?

  1. Órfão
    Dons – Realismo e Resiliência. Confiança na União entre iguais e Entreajuda. Está na base do associativismo e do sentimento de interdependência.

Pergunta-te:
Sinto-me abandonado ou rejeitado quando não concordam comigo? Faço-me órfão ao ignorar os meus sentimentos?

  1. Guerreiro
    Dons – Coragem e Determinação. Defesa dos limites e dos Valores. Está na base da disciplina e da perseverança.

Pergunta-te:
Como determino os meus objectivos e limites. Como me ergo por mim mesmo e protejo os meus valores. De que forma lido com a fraqueza, com a força e com a agressão?

  1. Cuidador
    Dons – Compaixão e Altruísmo. Sensibilidade activa à situação de carência e desprotecção. Está na base das acções de cuidado pessoal e de apoio ao desenvolvimento.

Pergunta-te:
O que significa cuidar de mim mesmo emocional e fisicamente?
Como me ligo com os outros, no que se refere às suas dores, feridas ou carências?

  1. Buscador
    Dons – Autonomia e Ambição. Confiança na Aventura e na Descoberta. Está na base do empreendedorismo e do experimentalismo.

Pergunta-te:
Porque estou a fazer isto? O que me traz aqui? Para onde quero ir? O que me falta? O que me chama? 

  1. Criador
    Dons – Inspiração e Originalidade. Confiança na Imaginação artística e na Criatividade Individual. Está na base da Inovação e Renovação.

Pergunta-te:
Que tipo de vida anseio por criar para mim e que novidades quero dar ao mundo?
O que não existe e faz falta para mim e para outros? Qual é o meu impulso para sonhar e imaginar o que ainda foi criado?

  1. Destruidor
    Dons – Discernimento e Libertação. Confiança na Impermanência e na estrutura da Mudança. Está na base da redução ao essencial e do crescimento.

Pergunta-te:
De que ideias, restrições, crenças, objectivos ou necessidades devo libertar-me? O que está a mais na minha vida? O que me está a impedir de progredir na jornada? Posso encarar a minha própria mortalidade?

  1. Amante
    Dons – Intimidade e Sensualidade. Compreensão das múltiplas dimensões do Amor e do Apaixonamento.  Está na base de toda a conexão e compromisso.

Pergunta-te:
O que amo? O que me seduz? O que me entusiasma e atrai acima de tudo? Com que me quero unir? O que faz o meu coração cantar? O que acende o meu fogo?

  1. Rei
    Dons – Poder e Autoridade pessoais.  Organização através de Valores e Responsabilidade. Está na base da liderança e da justa repartição de recursos

Pergunta-te:
Onde está o meu reino? Que delimitações eu quero que ele tenha? Como manifesto o meu Poder no mundo? Que tesouros partilho com a comunidade?

  1. Sábio
    Dons – Inteligência e Receptividade mental. Confiança no espírito Crítico e nas afirmações bem Fundamentadas. Está na base da formação contínua e do esclarecimento.

Pergunta-te:
O que preciso aprender? Como está o conhecimento relacionado com a sabedoria? Que uso dou aos meus conhecimentos? 

  1. Mago
    Dons –  Força de Carácter, Presença influente e inspiradora. Confiança nas leis Naturais e no poder da Linguagem. Está na base da  mudança de perspectivas e da cura consciente.

Pergunta-te:
O que preciso de transformar ou transmutar? Como posso ajudar outros a fazê-lo? Dou espaço ao milagre e ao mistério na minha vida?

  1. Bobo
    Dons – Humor,  Alegria, pensamento Divergente. Entrega ao momento Presente. Está na base do sentimento de flow e da celebração.

Pergunta-te:
O que precisa de ser desfrutado? O que ganha em ser ‘desconstruído’? Onde está a diversão, alegria e disrupção no meu mundo? Onde e quando posso chamar as coisas pelos seus nomes e declarar que o rei vai nu? Como posso aprender a conhecer a minha sombra e rir-me com ela?

Os arquétipos ajudam-nos na nossa jornada de sete formas principais:

  1. Quando um arquétipo é activado na nossa vida fornece uma estrutura que possibilita o crescimento imediato. Como recursos de que ninguém é proprietário, os arquétipos pertencem ao inconsciente colectivo. Assim, os arquétipos ajudam-nos a crescer e desenvolver individual e colectivamente.
  2. Compreender os arquétipos pode ajudar-nos a fazer as pazes com a nossa vida.
    Percebemos que energias estiveram em jogo em diversas fases do nosso desenvolvimento e como nos levaram a tomar decisões e a actuar de formas que hoje podemos lamentar.
  3. Reconhecer os arquétipos pode reforçar a liberdade para escolher a vida que desejamos.
  4. Reconhecer os arquétipos pode ajudar-nos a alcançar o equilíbrio e a realização pessoal.
  5. A consciência dos enredos (dinâmicas) arquetípicos que determinam a nossa vida permite-nos persistir em cometer os mesmos erros repetidamente ou, ao invés, dá-nos a liberdade de virar a página com a escolha de outras atitudes e estratégias.
  6. O reconhecimento arquetípico pode ajudar-nos a entender melhor os outros e como eles criam o seu modelo do mundo.
  7. Compreender a base arquetípica das maneiras pelas quais as pessoas vêem o mundo e lidam com a realidade não apenas pode tornar-nos mais capazes de entender estes processos, mas também ajudar-nos a ver além dos preconceitos inconscientes que os formadores de opinião pública frequentemente trazem para seu trabalho.
Arquétipos
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