O Coaching é para todos ou podemos todos ser Coaches?

Nós temos uma capacidade limitada de dar atenção aos temas que vão surgindo na esfera mediática. Há ideias que surgem e desaparecem rapidamente, outras vão ficando e algumas até se desenvolvem pela acção de uma comunidade participativa.

Tornou-se corrente a ideia que somos dotados de uma mente muito rica para a qual não temos um ‘manual de instruções’. Também percebemos que o sistema corpo-mente é uma unidade complexa que pode precisar de ajuda externa para reestabelecer o seu equilíbrio dinâmico no sentido de vivermos estados de qualidade.

Tanto a PNL como o Coaching surgem da interrogação acerca da diferença que faz a diferença nas pessoas que atingem resultados e se sentem melhor consigo mesmas.
Independentemente de o Coaching dever ser exercido por quem tem uma formação adequada, há uma atitude de ‘coach’ que todos podemos adoptar para contribuir para um mundo melhor, com relações de qualidade.

O coaching é um conjunto de processos, baseados numa atitude interrogativa e de grande respeito pelo potencial do outro, que ajudam a pessoa a sair de onde está para chegar onde ela quer ir.
E a PNL é um fértil conjunto de modelos e ferramentas perfeito para activar os seus recursos e ajudar na superação de obstáculos, limitações e dificuldades que possam existir nesse caminho.

A PNL não é uma terapia mas pode ser usada com muito sucesso em terapias.
A PNL não é um especificamente um modelo de coaching mas traz ao coaching uma grande eficácia transformativa.
A PNL não é uma tecnologia específica para uma campo de aplicação mas sim uma metodologia aberta para ser utilizada nas mais diversas áreas.
Fundamentalmente, é uma educação do cérebro para aprender a gerir-se a si mesmo. É uma arte da comunicação interior e exterior para exprimir todo o potencial do sistema corpo/mente de uma pessoa humana.

Dito isto, há uma perspectiva de PNL para o coaching que dá uma grande atenção à qualidade e estrutura da experiência subjectiva e à colaboração com o Inconsciente – a grande reserva de recursos e potencial das pessoas.

Certamente enquanto pais, professores, líderes ou simplesmente colegas ou amigos queremos dar o exemplo comunicando positivamente e ajudando a evoluir o sistema a que pertencemos.
E podemos assumir um estado de recursos e alinhamento pessoal característico do ‘coach’!

Quando estamos em estado de COACH?
Robert Dilts, um dos autores mais importantes no campo da PNL definiu o estado de COACH como:
-Centred; Centrado, com boa relação interior e auto confiança.
-Open; Aberto para novas ideias, novas possibilidades e perspectivas diferentes das suas.
-Attending; Atendendo às necessidades e aspirações de outros, com atenção consciente.
-Connected; Conectado e em diálogo com os outros.
-Holding; Aceitando o que acontece e apoiando o desenvolvimento.

Neste sentido, todos os comunicadores e qualquer pessoa que tenha aspiração a liderar outros seja pelo exemplo seja por mentoria ou gestão devem saber aceder e desenvolver o estado de COACH.
Então o coaching deixa de ser exclusivamente uma actividade profissional e passa a ser uma ferramenta de largo alcance para activar os seus recursos e os dos outros.
Neste enquadramento, quem não quer ter algo de COACH?

Algumas notas mais:

Um coach não precisa de compreender (e muito menos apoiar) as crenças e valores do cliente, desde que este as compreenda, façam sentido para ele e não se interponham entre ele e os seus próprios e objectivos.

A arte do coaching implica estabelecer uma relação de qualidade com o cliente, objectivos bem formulados e contribuir para abrir o seu modelo do mundo, ampliando o campo campo das possibilidades.
Algumas perguntas úteis, colocadas nos momentos certos, são:
-Como faz isso que faz?
-De onde vem isso que sente?
-O que há atrás disso?
-O que isso faz por si?
-Isso é como o quê?
-O que é ainda mais importante do que isso?
-Qual é o resultado (previsto ou imprevisto, desejado ou indesejado) para além do resultado que quer?
-O que o impede de saber/ter/fazer/ir/conseguir?
-O que aconteceria se nada o impedisse?
-Qual é a intenção positiva disso de que não gosta?
-Em que pessoa se pode transformar quando conseguir?

Há uma outra pergunta que não se coloca ao outro mas a nós mesmos enquanto facilitadores de mudança ou liderança:
O que tem de ser verdade no modelo do mundo (crenças, atitudes, sentimentos) do outro para que aquilo que faz seja o melhor comportamento que lhe é possível desempenhar?

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